A matéria publicada na revista Wired, por Chris Anderson e Michael Wolff, com o título “The Web Is Dead. Long Live the Internet” (“A Web Está Morta. Vida Longa a Internet”) é um debate interessante e que normalmente esta na pautas dos meios de comunicação.
Anderson e Wolf discutem o possível oligopólio das grandes dominadoras das novas ferramentas tecnológicas. Google, Apple, Facebook, Twitter e outros. Em seguida, a dependência dos aplicativos criados, patenteados e disseminados por essas grandes corporações da Internet.
”You’ve spent the day on the Internet — but not on the Web” (Você passa o dia na Internet – mas não na Web). A “rede” (web) como realmente é, tem sido pouco explorada pelos internautas.
Duas décadas depois de nascer, a World Wide Web já enfrenta um declínio. Isso pode ser culpa dos aplicativos criados para direcionar a atenção do usuário para vídeos e redes sociais, por exemplo. Quanto mais simples os aplicativos, menos os usuários terão que procurar na rede a informação. O internauta navega menos, acessa quase sempre os mesmos conteúdos e usa a web de maneira mais estática (a tela chega ao usuário, não ele que vai até ela).
Essa possível “morte” da web não significa o fim da rede mundial. Anderson mostra que essa é uma tendência do mercado capitalista, onde o que gera retorno continua e o que está estagnado retrocede ou acaba.
Mas calma, ainda não é o fim da web e dos navegadores como os conhecemos. Os aplicativos criados para iPhone, por exemplo, são dispositivos pós-html, que não precisam do navegador para acessar esse ou aquele site. A interatividade ao utilizarmos os aplicativos para desktop, smartphones e tablets é maior, mas ainda navegaremos na web por um bom tempo.
Fonte: Wired
Eu acredito que a internet livre sobreviverá a esta tentativa de fecharem a cerca aos conteúdos grauitos. Essa tentativa já aconteceu várias vezes, especialmente nos EUA, desde a época da Aol e Compuserve, de fazer uma cerca em volta do seu conteúdo pago. Lá fora são chamados “walled gardens”. A tradução literal seria jardins com cercas. Autalmente estão tentando fazer isso de maneira mais a agressiva, a Apple com seu marketplace de aplicativos e o Facebook. O problema é que estas empresas controlam o conteúdo que o usuário pode ver. No meu ponto de vista isso fere o princípio básico da rede, que é permitir conexão livre entre pessoas, conteúdos e opniões. Abaixo os jardins com cerca.
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