Google e Facebook: quem ganha a guerra digital?

Não é de hoje que o mundo acompanha a guerra entre o Google e o Facebook.
A batalha por público e investimento pode ser cada vez menos intensa. Nos últimos anos, o mundo testemunhou a derrocada da Netscape perante o Internet Explorer, intermináveis batalhas entre Microsoft e Apple e a decadência absoluta de “ex” arautos da inovação, como a Palm.
Mas a guerra que acontece agora envolve possivelmente os dois maiores representantes da era da informação: Google e Facebook. Existe mesmo a possibilidade de um vencedor? Acreditamos que não.
O Google tem como arma o conteúdo. Os resultados das buscas realizadas no Google.com sofrem variações constantemente, seja com seu algoritmo, seja com os braços do Google (Google Maps, Google Earth, Google Images, etc). Na localização de informações úteis ou desejadas, o Google é imbatível. Seu modelo é bem claro: quanto “maior”a Web, mais pessoas precisarão de ferramentas para encontrar o conteúdo que procuram. Quanto mais conteúdos e ferramentas, mais tempo de navegação e mais cliques em Adwords.

Já o Facebook tem como foco os relacionamentos interpessoais. Quem navega pela sua rede está em busca de atualizações de perfis de amigos, de conexões, de imagens e de muitas, mas muitas recomendações valiosíssimas. O que muda entre os dois gigantes é a motivação para buscar, informar e consumir o conteúdo.
Até aqui já dá pra perceber que o Google e o Facebook são “duas Internets”. Para que um usuário consiga localizar, de forma efetiva, um conteúdo desejado, ele precisa de uma ferramenta que abranja toda a interntet, sem exceções. Essa é a internet do Google. Para que o usuário tenha o maior nível possível de interação e experiência em uma rede social, os membros desta rede precisam disponibilizar a maior quantidade possível de dados para ela (e para mais ninguém). Essa experiência gera um banco de dados único de perfis interpretados e expostos. Essa é a internet do Facebook.
Uma boa análise das duas corporações mostra que esse combate acontece com dois modelos totalmente diferentes. Para que o Google possa ganhar o mercado do Facebook, precisará abrir mão da privacidade de alguns dos seus outros serviços, como geolocalização e dos usuários do GMail. Para que o Facebook consiga manter-se líder no mercado de mídias sociais, é necessário o investimento maciço dos seus bilhões em pesquisa e “replicação” de modelos de conexão social entre pessoas (contrário ao Google, o Facebook entende que deve quebrar a privacidade dos seus usuários como forma de melhorar o entendimento de seus perfis e, consequentemente, os graus de recomendação e relacionamento que proporciona).
Ou seja: para que um conquiste o mercado do outro, precisariam abrir mão das suas principais fontes de investimento e retorno financeiro. O mais interessante é que, mesmo depois do início dessa guerra, Google e Facebook cresceram lado a lado, sem perda de ritmo: entre 2009 e 2010, o Google cresceu cerca de 26%, com uma receita de US$ 29 bilhões. Nos mesmos anos, o Facebook cresceu 185%, atingindo a casa de US$ 2 bilhões em receita.
Os dois gigantes atraem a atenção do mundo para si, inclusive de anunciantes e investidores. Quem ganha a guerra entre Google e Facebook? Os dois.
Fonte: IDG Now!

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